sábado, 28 de novembro de 2009

Fim de Ano Letivo

 Chegou o esperado encerramento do ano letivo!
Foi um ano trabalhoso, com grandes momentos de reflexão, de aprendizagem, de trocas de saberes e de idéias.
Foram 200 dias de crescimento intelectual, pessoal e social, de circularidade de opiniões e momentos de construção de conhecimento.
E, quando chegamos neste final, nos damos conta que, quem mais aprendeu fomos nós, professores.
Sempre temos a enganosa impressão de que “ensinamos” e que, compete ao aluno “aprender”, seguindo a nossa batuta. Ledo engano! A nossa função é ajudar o aluno a construir seu conhecimento, orientando, direcionando e mediando; sendo ponte para que tal conhecimento seja construído com significado.
Na relação professor e aluno há um contrato didático que, espera-se que um invista no ensino e que o outro aprenda. Mas, em muitas situações, este contrato é quebrado, pois quem aprende é o professor... Quem ensina é o aluno com sua fala sincera, seu olhar puro, sua inocência e alegria ao fazer as coisas mais simples...
E, é nesta época do ano, em que estamos mais sensibilizados com as despedidas, com os abraços, com as mensagens de boas festas e felicidades para o novo ano, que atentamos para esta “quebra de contrato”.
É neste período que percebemos que nesta relação perpassam muito mais que conteúdos e objetivos escolares pré-estabelecidos. Perpassam sentimentos e valores, significados e trocas.
Quisera ficarmos com os sentimentos de fim de ano durante todo o ano que se iniciará... Quisera quebrarmos muitos “contratos didáticos”, ouvindo mais, socializando mais, trocando mais e aprendendo mais... Quisera abrirmos mão do monólogo docente que impera em nossas salas de aula e investirmos mais no diálogo sincero e horizontal...
Que os sentimentos de natal e a expectativa de um ano novo maravilhoso estejam presentes em todos os dias, letivos ou não; em todos os espaços, escolares ou não!
Feli

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

É assim que acontece a bondade - Rubem Alves

Prezados,
Em minha vida real tive e tenho o prazer de conhecer muitas pessoas.
Mas, entrando no mundo virtual ( o qual ainda estou aprendendo) tive a honra de conhecer, também, muitas pessoas: boas, inteligentes, trabalhadoras, competentes... pessoas que sonham e que lutam para que seu sonho não seja utópico, mas uma realidade possível.
Neste mundo, tive o grato prazer de conhecer o Educador especializado nas TICs para a promoção da aprendizagem José Antonio Klaes Roig. Pessoa que cuja competência, sensibilidade e generosidade se sobressai, se destaca entre tambémo mundo real  em que vivemos.
Educador competente, solidário, amigo sempre pronto a ajudar e, que utiliza seus conceitos e teorias na promoção de uma docência rica, verdadeira e construtiva.
O que relato pode ser comprovado no link abaixo, em que o mesmo homenageia os professores a partir de uma crônica do autor e também educador Rubem Alves.

http://educa-tube.blogspot.com/2009/10/e-assim-que-acontece-bondade-de-rubem.html

Um abraço e visitem.

domingo, 4 de outubro de 2009

A ARTE QUE REFLETE A VIOLÊNCIA

Este texto de Hamilton Werneck, retrata o momento de violência, bullying que estamos vivendo e vai de encontro`ao meu pensamento e minhas teorias. Achei-o extremamente relevante para iniciarmos uma discussão sobre tal e sua imporância em nossa meio, nas escolas e na vida dos jovens.

A ARTE QUE REFLETE A VIOLÊNCIA
Os artistas sentem, de modo peculiar, os problemas do mundo, as crises da sociedade. Os artistas têm olhos especiais e conseguem discernir em meios complexos as causas e os efeitos.
Músicas, pinturas, esculturas, grafites nas paredes e muros refletem uma sociedade sadia ou doente. Os músicos captam esses problemas e lançam suas letras que, por sua vez, são aceitas pelo povo cantor por ser de compreensão fácil, enquanto retratam a realidade.
Quem não percebe o fedor de certos bairros de algumas cidades? Não seria isso uma violência contra as pessoas?
Como lidar com um mundo urbanizado, demandando cada vez mais matéria prima e serviços, alimentos e depósitos de lixo? A cidade de Londres necessita de um espaço cinco vezes maior para produzir o que é necessário ao seu consumo e para depositar o próprio lixo. São assuntos que um professor de geografia ou ciências, química ou biologia podem abordar. A continuar o mesmo sistema de produção e consumo, em breve necessitaremos de outro espaço do tamanho da terra para nos alimentarmos e depositarmos as sobras.
Condenamos o lixo que vemos de nossas janelas e quando os ônibus trafegam em espaços sem coleta regular, no entanto nos esquecemos que os mares estão poluídos, várias espécies marinhas morrem e o plâncton marinho está sendo destruído. Algas não sobrevivem prejudicando a respiração do planeta; tartarugas morrem por ingestão de plástico, peixes são contaminados por pesticidas e todo tipo de agrotóxico que chega ao mar.
Temos a impressão que estes fatos não são violentos e poucos de nós conseguem captar esses fenômenos.
A música “Violência” dos Titãs retrata bem esta situação. Vamos ler algumas partes e analisá-la:

O movimento começou, o lixo fede nas calçadas.

Todo mundo circulando, as avenidas congestionadas.

Gente, lixo, fedor e congestionamento. Isso significa transitar em meio ao insuportável e esperar mais tempo para se livrar do incômodo, chegar em casa depois do trabalho e descansar.

O dia terminou, a violência continua.

Todo mundo provocando todo mundo nas ruas.

Mostra, a letra desta música, que a violência não para que o bullying continua nas calçadas e ruas com as provocações. Retrata, o grupo musical, quão insuportável é, viver em meio à violência. Sente, este grupo, as filigranas da violência que tudo penetra.
São gemidos de dor, todo mundo se engana...
Você não tem o que fazer, saia pra rua,
Pra quebrar minha cabeça ou pra que quebrem a sua.
E, numa espécie de fatalidade a que a vida conduz, só resta sair à rua para quebrar as cabeças uns dos outros. Talvez, por isso, as pessoas sofram a neurose do “Medo Líquido” bem exposto por Zigmunt Bauman, um mundo em que todos têm medo, mesmo que não saibam a razão condutora, porém, todos poderão sofrer alguma fratura provocada pela violência, exatamente aquela que não apresenta redenção.
O crime é venerado e posto em uso por toda terra,
De um pólo a outro se imolam vidas humanas.
No reino de Zópito os pais degolam os próprios filhos,
Seja qual for o sexo, desde que sua cara não lhes agrade.
A culminância da violência é a veneração pelo crime imolando vidas humanas, sem diferenças entre sacrifícios praticados por povos primitivos. O crime apresentado com motivos torpes e banais, a morte de um ser, no sentimento musical, depende do semblante da criança, se agrada ou desagrada, nada diferenciando dos costumes do Império Romano, onde os recém nascidos ao serem apresentados ao pai poderiam ser destinados aos abutres que os esperavam depois de lançados da rocha Tapeia.

É importante no combate à violência, que os artistas sejam contemplados, suas músicas e letras comentadas, discutidas e cantadas. O artista é um dos caminhos para se chegar aos fatos. Podemos, depois de uma leitura de certas letras, constatar o que existe e o que é violento para todos nós. Eis ai um caminho para os professores de português, literatura e artes. Enquanto estudam a estrutura da língua, podem percebem a crítica de uma situação ou um alerta em relação aos valores esquecidos e que podem nos matar.

Como se vê, as escolas têm armas eficazes para agir. Basta alguma pesquisa, basta solicitar que os próprios alunos busquem subsídios. Enquanto estão pesquisando na internet materiais que servirão para a sala de aula, estarão aprendendo a usar a ferramenta, escaparão de uma leitura sem reflexão de conteúdos que podem veicular mais violência e, na medida das reflexões e estudos, receberão algumas vacinas sociais e comportamentais.

Como se vê, a escola é a solução. É preciso acreditar nela e estar certo do que necessitamos atacar como meio de sobrevivência.



Prof. Hamilton Werneck é pedagogo, escritor e conferencista.

www.hamiltonwerneck.com.br

domingo, 27 de setembro de 2009

AS POSSIBILIDADES DO IMPOSSÍVEL

Promover a educação por meio do diálogo é muitas vezes tido como utopia, um sonho impossível...

Mas, quem seríamos nós se não acreditássemos nos sonhos?
Quantas pessoas, desde os primórdios, acreditaram nas possibilidades de seu sonho e o transformou em realidade? Santos Dumont, Albert Einstein, Beethoven que, mesmo surdo ouvia seu sonho clamar por realização...
Muitas vezes desanimamos de lutar por um ideal por percebê-lo impossível ou difícil de acontecer... Ou mais, por não termos parceiros para dividí-lo, nem sua realização.
O desânimo já está tão enraizado em nossa vida que acaba interferindo em nossas atitudes e crenças. E é através da crença, da fé, que as realizações acontecem e surpreendem, a nós mesmos, e ao outro.

É por crer em algo que temos coragem para buscar subsídios para concretizá-lo.

Acredito nas possibilidades do impossível! Acredito numa educação em que o diálogo se faça presente em todas as instâncias, estimulando as partes a crescerem; incitando a curiosidade e a troca de saberes; promovendo um ambiente em que a confiança e a seguança são estimulados. E isto é uma impossibilidade possível.

O impossível possível na educação é o bem querer, é a amorosidade (que difere de melosidade) no trato com os alunos e suas aprendizagens.

É através desta amorosidade que abandonaremos a postura de falar a e adotaremos o falar com. Pois o “falar a” é vertical e impede a reciprocidade: Eu falo a você. Ou : Você me escuta.

Já o “falar com” é horizontal, todas as partes se encontram no mesmo patamar. E, se “falamos com”
o aluno, damos abertura para que ele “fale conosco”. Há reciprocidade. Isto é o diálogo verdadeiro.
E quando o diálogo acontece, sentimentos de confiança, respeito e segurança são estimulados, promovendo ou impulsionando a aprendizagem.

Quando o professor acreditar que é possível ter uma educação verdadeira e de qualidade, num ambiente saudável e harmonioso, esta utopia abandonará este título e passará a ser chamada de “POSSIBILIDADE”.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Site Conteúdos Educacionais

A tecnologia e a educação de mãos dadas



Professores antenados com seu tempo, alunos mais motivados em aprender e escolas prontas para os desafios do século XXI. Com esses três objetivos em mente, a Microsoft, por meio da Iniciativa Parceiros na Aprendizagem, vem desde 2003 desenvolvendo Programas Educacionais para apoiar a educação com práticas inovadoras nas quais a tecnologia propicia avanço tanto nos processos de ensino-aprendizagem quanto na gestão escolar.



Para implementar os Programas Educacionais, a Microsoft tem realizado parcerias com universidades e instituições que se destacam no estudo e aplicabilidade do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) para intensificar a inclusão digital e social.



Agora, essa experiência acumulada está à disposição de escolas e professores interessados em renovar sua prática pedagógica. Todos os conteúdos dos Programas Educacionais Microsoft (apostilas, livretos, vídeos, sites, cursos e produtos voltados à educação) estão reunidos em um mesmo espaço: o site Conteúdos Educacionais - www.conteudoseducacionais.com.br



Os conteúdos estão disponibilizados gratuitamente, bastando apenas se cadastrar para fazer download dos Programas que mais interessarem.



Esses materiais estão distribuídos por áreas de interesse:



Escolas Inovadoras

Alfabetização Digital

Comunidade Conectada

Programa Escolas de Tecnologia Inovadora

Programa Escolas Inovadoras – Lumiar

Segurança na Web

Programa Escola Digital



Educadores Inovadores

Alfabetização Digital

Currículo Educacional

Objetos de Aprendizagem

Office Online

Princípios de Aprendizagem

Programa Aprender em Parceria

Programa de Acessibilidade

Programa Desafio Digital

Programa Gestão Escolar e Tecnologias

Segurança na Web

Software Microsoft® Matemática



Alunos Inovadores

Alfabetização Digital

Office Online

Princípios de Aprendizagem

Programa Aluno Monitor

Segurança na Web



Dessa forma, educadores de todo Brasil podem acessar estes recursos, que irão contribuir para estimular suas habilidades pedagógicas, para que seus alunos aprendam mais e melhor e, assim, ajudar a desenvolver cada vez mais a educação brasileira.

domingo, 30 de agosto de 2009

Aprendizagem pautada em valores humanos e afeto

Aprendizagem pautada em valores humanos e afeto




Vivemos o culto ao mundo visório e efêmero. Abandonamos a busca pelas relações humanas que propiciam o saber que examina, questiona e emancipa. Neste contexto bem elaborado do mundo capitalista-explorador-mercantilista, a educação, assim como todas as virtudes humanas, que nos traduzem como ser em essência, se transforma no que querem que ela seja. Esta transformação intencional dá sentido ao projeto de mundo customizado, onde tudo ganha ou perde valor. A escola expressa essas relações de poder e valor estabelecidos na sociedade. Nesta visão mercantilista-utilitarista, o que não é mais lucrativo é deixado de lado, abandona-se projetos (cria-se a desigualdade). É o que vemos acontecer na África, Afeganistão, Índia, Paquistão, Iraque e tantos outros países.



Vivemos hoje a crise da razão, da identidade do Sujeito Soberano nos seus diferentes lugares e papeis sociais: pai, amigo, irmão, filho, vizinho, colega, médico, professor, aluno, policial, político, ... São diferentes as identidades do Sujeito Soberano nos países dilacerados pela exploração econômica? Perdemos os referenciais da razão, do que nos define como Ser em essência e Sujeitos em construção.



Vivemos diferentes radicalismos no mundo, seja religioso ou político. A imagem do Ser Sujeito no convívio em sociedade está cada vez mais turvas e desfocada.



Nosso grande desafio como professores será propor uma profunda reflexão sobre como educar frente a falta de Razão. Somos duplamente devedores da tradição que se traduz em nossas falas e práticas em sala de aula. Somos devedores na falta de aprofundamento de questões filosóficas. A escola não propicia estas discussões. Devemos também porque como professores muitas vezes não queremos aprofundar estes debates. Nossa formação na graduação não dá conta de aprofundar o debate sobre as diferentes tendências de educação. Estes temas tangenciam o universo da escola, muitas vezes não passam da mesa de cafezinho e da reclamação de alguns professores.



Enquanto a escola e professores não discutirem suas concepções de educação e a sua origem filosófica não teremos terreno para uma discussão maior com a sociedade. É preciso que a discussão inicie e se fortaleça nos espaços pedagógicos para que tenha força e seja discutida com a sociedade como um todo e se traduza em um projeto social de educação emancipadora.



Estamos perdendo nossos referenciais éticos, a consciência da existência da Razão e do Sujeito Soberano que habita cada um de nós e a importância destes valores no convívio social.



É preciso construir na escola mais que ensino. Precisamos investir na aprendizagem significativa, na mediação intencional pautada em valores humanos e no afeto entre professor e alunos, como propõe Flávia Sampaio em seu texto: “Critérios para uma Aprendizagem Significativa”.
 
José Antônio - Técnico em Educação - Porto Alegre/RS

Criterios

Professor

Professor
Os valores estão deturpados... pais, filhos e professores estão sem saber o que é pertinente a cada um!