Pedagoga com ênfase nos anos iniciais do Ensino Fundamental, Especialista em Gestão Escolar Administrativa e Pedagógica, Especialista em Intervenção Cognitiva e Aprendizagem Mediada pelo ICELP-The International Center for the Enhancement of Learning Potential de Jerusalém, Mediadora do Programa de Enriquecimento Instrumental - PEI 1,2 e 3, Orientadora Pedagógica, Professora, Colunista de Jornal e Pesquisadora.
quinta-feira, 10 de março de 2011
AFETIVIDADE EM SALA DE AULA
Atualmente, muito se tem discutido e debatido sobre educação, e, com ela abre-se os debates para as questões afetivas estimulando e promovendo a aprendizagem.
Segundo o dicionário de Língua Portuguesa, afetividade significa um conjunto de fenômenos psíquicos que manifestam sentimentos e paixões, acompanhados sempre da impressão de dor, insatisfação, de agrado ou desagrado, de alegria ou tristeza.
O afeto, palavra que se origina do latim (afetar, tocar) é o elemento básico da afetividade, apresenta-se como manifestações dos sentimentos e se desenvolve na interação com o outro.
É através desta interação que o indivíduo recebe e doa afeto e, consequentemente, manifesta seus sentimentos.
No aspecto pedagógico, as relações afetivas que são estabelecidas entre professor e aluno criam um “campo” ou “vínculo” que estimulará e fornecerá condições para o desejo de aprender, sejam quais forem os conteúdos.
É através do vínculo estabelecido nesta relação, que o aluno transferirá ao professor seus valores e sentimentos, colocando-o em uma aura especial, como um ser especial, uma autoridade.
Diante disto, então, percebe-se que o professor ocupa um lugar de extrema importância nesta relação, pois cria situações afetivas objetivando, não só promover a aprendizagem, mas ajudar o aluno a desenvolver-se em um ambiente de confiança, segurança e respeito.
Para tal, este professor deve abrir-se para que as situações afetivas aconteçam em sala de aula, escutando, tocando, olhando, estimulando, respeitando e dialogando com seus alunos e alunas.
Muitas pessoas confundem afetividade com “melosidade”. Diferentemente deste, afetividade é o compromisso docente, é a preocupação com o aluno, é o bem querer, é o comprometimento com uma educação que forme o indivíduo para viver e conviver na sociedade de forma autônoma.
O professor que permite que o afeto flua no ambiente da sala de aula, compromete-se com o desenvolvimento global de seu aluno e que, refletirá em toda a existência deste aluno(ser na essência e sujeito em formação).
Na relação professor e aluno perpassam muito mais que conteúdos pré estabelecidos, transitam valores, sonhos, estímulos, sentimentos, alegria... e o professor de posse do reconhecimento que os vínculos afetivos promovem, oportuniza o desenvolvimento do autoconceito positivo deste aluno e, com isto, potencializa seu sentimento de competência.
FLÁVIA SAMPAIO
Especialista em Intervenção Cognitiva e Aprendizagem Mediada pelo ICELP de Israel, Especialista em Gestão Escolar, Pedagoga, Professora de Cursos de Pós Graduação, Colunista e palestrante.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
XII Semana Científica
A Professora Flávia Sampaio foi a palestrante que mais se destacou na XII Semana Científica do UBM - Centro Universitário de Barra Mansa.
Ana Amélia Soares
Ana Amélia Soares
domingo, 24 de janeiro de 2010
Participação na Semana Científica
A Profª Flávia Sampaio participou da XII Semana Científica do Centro Universitário de Barra Mansa - UBM, apresentando um trabalho sobre "A importância da Afetividade na Relação Pedagógica".
Este trabalho elenca a importância dos vínculos afetivos promovendo e potencializando a aprendizagem de alunos e alunas.
Algumas questões foram respondidas, como:
- Um ambiente harmonioso interfere na aprendizagem?
- Como a atuação docente influencia o desejo de aprender?
- Como são construídos os vínculos afetivos? E como são rompidos?
- Como o autoconceito positivo é construído e qual sua importância para a aprendizagem?
A apresentação foi muito gratificante, visto o interesse e aceitação do público acerca do tema e os questionamentos levantados.
Devemos ter em mente a essencialidade da afetividade nas questões relacionais e, principalmente na relação professor e aluno.
Este trabalho elenca a importância dos vínculos afetivos promovendo e potencializando a aprendizagem de alunos e alunas.
Algumas questões foram respondidas, como:
- Um ambiente harmonioso interfere na aprendizagem?
- Como a atuação docente influencia o desejo de aprender?
- Como são construídos os vínculos afetivos? E como são rompidos?
- Como o autoconceito positivo é construído e qual sua importância para a aprendizagem?
A apresentação foi muito gratificante, visto o interesse e aceitação do público acerca do tema e os questionamentos levantados.
Devemos ter em mente a essencialidade da afetividade nas questões relacionais e, principalmente na relação professor e aluno.
sábado, 28 de novembro de 2009
Fim de Ano Letivo
Chegou o esperado encerramento do ano letivo!
Foi um ano trabalhoso, com grandes momentos de reflexão, de aprendizagem, de trocas de saberes e de idéias.
Foram 200 dias de crescimento intelectual, pessoal e social, de circularidade de opiniões e momentos de construção de conhecimento.
E, quando chegamos neste final, nos damos conta que, quem mais aprendeu fomos nós, professores.
Sempre temos a enganosa impressão de que “ensinamos” e que, compete ao aluno “aprender”, seguindo a nossa batuta. Ledo engano! A nossa função é ajudar o aluno a construir seu conhecimento, orientando, direcionando e mediando; sendo ponte para que tal conhecimento seja construído com significado.
Na relação professor e aluno há um contrato didático que, espera-se que um invista no ensino e que o outro aprenda. Mas, em muitas situações, este contrato é quebrado, pois quem aprende é o professor... Quem ensina é o aluno com sua fala sincera, seu olhar puro, sua inocência e alegria ao fazer as coisas mais simples...
E, é nesta época do ano, em que estamos mais sensibilizados com as despedidas, com os abraços, com as mensagens de boas festas e felicidades para o novo ano, que atentamos para esta “quebra de contrato”.
É neste período que percebemos que nesta relação perpassam muito mais que conteúdos e objetivos escolares pré-estabelecidos. Perpassam sentimentos e valores, significados e trocas.
Quisera ficarmos com os sentimentos de fim de ano durante todo o ano que se iniciará... Quisera quebrarmos muitos “contratos didáticos”, ouvindo mais, socializando mais, trocando mais e aprendendo mais... Quisera abrirmos mão do monólogo docente que impera em nossas salas de aula e investirmos mais no diálogo sincero e horizontal...
Que os sentimentos de natal e a expectativa de um ano novo maravilhoso estejam presentes em todos os dias, letivos ou não; em todos os espaços, escolares ou não!
Feli
Foi um ano trabalhoso, com grandes momentos de reflexão, de aprendizagem, de trocas de saberes e de idéias.
Foram 200 dias de crescimento intelectual, pessoal e social, de circularidade de opiniões e momentos de construção de conhecimento.
E, quando chegamos neste final, nos damos conta que, quem mais aprendeu fomos nós, professores.
Sempre temos a enganosa impressão de que “ensinamos” e que, compete ao aluno “aprender”, seguindo a nossa batuta. Ledo engano! A nossa função é ajudar o aluno a construir seu conhecimento, orientando, direcionando e mediando; sendo ponte para que tal conhecimento seja construído com significado.
Na relação professor e aluno há um contrato didático que, espera-se que um invista no ensino e que o outro aprenda. Mas, em muitas situações, este contrato é quebrado, pois quem aprende é o professor... Quem ensina é o aluno com sua fala sincera, seu olhar puro, sua inocência e alegria ao fazer as coisas mais simples...
E, é nesta época do ano, em que estamos mais sensibilizados com as despedidas, com os abraços, com as mensagens de boas festas e felicidades para o novo ano, que atentamos para esta “quebra de contrato”.
É neste período que percebemos que nesta relação perpassam muito mais que conteúdos e objetivos escolares pré-estabelecidos. Perpassam sentimentos e valores, significados e trocas.
Quisera ficarmos com os sentimentos de fim de ano durante todo o ano que se iniciará... Quisera quebrarmos muitos “contratos didáticos”, ouvindo mais, socializando mais, trocando mais e aprendendo mais... Quisera abrirmos mão do monólogo docente que impera em nossas salas de aula e investirmos mais no diálogo sincero e horizontal...
Que os sentimentos de natal e a expectativa de um ano novo maravilhoso estejam presentes em todos os dias, letivos ou não; em todos os espaços, escolares ou não!
Feli
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
É assim que acontece a bondade - Rubem Alves
Prezados,
Em minha vida real tive e tenho o prazer de conhecer muitas pessoas.
Mas, entrando no mundo virtual ( o qual ainda estou aprendendo) tive a honra de conhecer, também, muitas pessoas: boas, inteligentes, trabalhadoras, competentes... pessoas que sonham e que lutam para que seu sonho não seja utópico, mas uma realidade possível.
Neste mundo, tive o grato prazer de conhecer o Educador especializado nas TICs para a promoção da aprendizagem José Antonio Klaes Roig. Pessoa que cuja competência, sensibilidade e generosidade se sobressai, se destaca entre tambémo mundo real em que vivemos.
Educador competente, solidário, amigo sempre pronto a ajudar e, que utiliza seus conceitos e teorias na promoção de uma docência rica, verdadeira e construtiva.
O que relato pode ser comprovado no link abaixo, em que o mesmo homenageia os professores a partir de uma crônica do autor e também educador Rubem Alves.
http://educa-tube.blogspot.com/2009/10/e-assim-que-acontece-bondade-de-rubem.html
Um abraço e visitem.
Em minha vida real tive e tenho o prazer de conhecer muitas pessoas.
Mas, entrando no mundo virtual ( o qual ainda estou aprendendo) tive a honra de conhecer, também, muitas pessoas: boas, inteligentes, trabalhadoras, competentes... pessoas que sonham e que lutam para que seu sonho não seja utópico, mas uma realidade possível.
Neste mundo, tive o grato prazer de conhecer o Educador especializado nas TICs para a promoção da aprendizagem José Antonio Klaes Roig. Pessoa que cuja competência, sensibilidade e generosidade se sobressai, se destaca entre tambémo mundo real em que vivemos.
Educador competente, solidário, amigo sempre pronto a ajudar e, que utiliza seus conceitos e teorias na promoção de uma docência rica, verdadeira e construtiva.
O que relato pode ser comprovado no link abaixo, em que o mesmo homenageia os professores a partir de uma crônica do autor e também educador Rubem Alves.
http://educa-tube.blogspot.com/2009/10/e-assim-que-acontece-bondade-de-rubem.html
Um abraço e visitem.
domingo, 4 de outubro de 2009
A ARTE QUE REFLETE A VIOLÊNCIA
Este texto de Hamilton Werneck, retrata o momento de violência, bullying que estamos vivendo e vai de encontro`ao meu pensamento e minhas teorias. Achei-o extremamente relevante para iniciarmos uma discussão sobre tal e sua imporância em nossa meio, nas escolas e na vida dos jovens.
A ARTE QUE REFLETE A VIOLÊNCIA
Os artistas sentem, de modo peculiar, os problemas do mundo, as crises da sociedade. Os artistas têm olhos especiais e conseguem discernir em meios complexos as causas e os efeitos.
Músicas, pinturas, esculturas, grafites nas paredes e muros refletem uma sociedade sadia ou doente. Os músicos captam esses problemas e lançam suas letras que, por sua vez, são aceitas pelo povo cantor por ser de compreensão fácil, enquanto retratam a realidade.
Quem não percebe o fedor de certos bairros de algumas cidades? Não seria isso uma violência contra as pessoas?
Como lidar com um mundo urbanizado, demandando cada vez mais matéria prima e serviços, alimentos e depósitos de lixo? A cidade de Londres necessita de um espaço cinco vezes maior para produzir o que é necessário ao seu consumo e para depositar o próprio lixo. São assuntos que um professor de geografia ou ciências, química ou biologia podem abordar. A continuar o mesmo sistema de produção e consumo, em breve necessitaremos de outro espaço do tamanho da terra para nos alimentarmos e depositarmos as sobras.
Condenamos o lixo que vemos de nossas janelas e quando os ônibus trafegam em espaços sem coleta regular, no entanto nos esquecemos que os mares estão poluídos, várias espécies marinhas morrem e o plâncton marinho está sendo destruído. Algas não sobrevivem prejudicando a respiração do planeta; tartarugas morrem por ingestão de plástico, peixes são contaminados por pesticidas e todo tipo de agrotóxico que chega ao mar.
Temos a impressão que estes fatos não são violentos e poucos de nós conseguem captar esses fenômenos.
A música “Violência” dos Titãs retrata bem esta situação. Vamos ler algumas partes e analisá-la:
O movimento começou, o lixo fede nas calçadas.
Todo mundo circulando, as avenidas congestionadas.
Gente, lixo, fedor e congestionamento. Isso significa transitar em meio ao insuportável e esperar mais tempo para se livrar do incômodo, chegar em casa depois do trabalho e descansar.
O dia terminou, a violência continua.
Todo mundo provocando todo mundo nas ruas.
Mostra, a letra desta música, que a violência não para que o bullying continua nas calçadas e ruas com as provocações. Retrata, o grupo musical, quão insuportável é, viver em meio à violência. Sente, este grupo, as filigranas da violência que tudo penetra.
São gemidos de dor, todo mundo se engana...
Você não tem o que fazer, saia pra rua,
Pra quebrar minha cabeça ou pra que quebrem a sua.
E, numa espécie de fatalidade a que a vida conduz, só resta sair à rua para quebrar as cabeças uns dos outros. Talvez, por isso, as pessoas sofram a neurose do “Medo Líquido” bem exposto por Zigmunt Bauman, um mundo em que todos têm medo, mesmo que não saibam a razão condutora, porém, todos poderão sofrer alguma fratura provocada pela violência, exatamente aquela que não apresenta redenção.
O crime é venerado e posto em uso por toda terra,
De um pólo a outro se imolam vidas humanas.
No reino de Zópito os pais degolam os próprios filhos,
Seja qual for o sexo, desde que sua cara não lhes agrade.
A culminância da violência é a veneração pelo crime imolando vidas humanas, sem diferenças entre sacrifícios praticados por povos primitivos. O crime apresentado com motivos torpes e banais, a morte de um ser, no sentimento musical, depende do semblante da criança, se agrada ou desagrada, nada diferenciando dos costumes do Império Romano, onde os recém nascidos ao serem apresentados ao pai poderiam ser destinados aos abutres que os esperavam depois de lançados da rocha Tapeia.
É importante no combate à violência, que os artistas sejam contemplados, suas músicas e letras comentadas, discutidas e cantadas. O artista é um dos caminhos para se chegar aos fatos. Podemos, depois de uma leitura de certas letras, constatar o que existe e o que é violento para todos nós. Eis ai um caminho para os professores de português, literatura e artes. Enquanto estudam a estrutura da língua, podem percebem a crítica de uma situação ou um alerta em relação aos valores esquecidos e que podem nos matar.
Como se vê, as escolas têm armas eficazes para agir. Basta alguma pesquisa, basta solicitar que os próprios alunos busquem subsídios. Enquanto estão pesquisando na internet materiais que servirão para a sala de aula, estarão aprendendo a usar a ferramenta, escaparão de uma leitura sem reflexão de conteúdos que podem veicular mais violência e, na medida das reflexões e estudos, receberão algumas vacinas sociais e comportamentais.
Como se vê, a escola é a solução. É preciso acreditar nela e estar certo do que necessitamos atacar como meio de sobrevivência.
Prof. Hamilton Werneck é pedagogo, escritor e conferencista.
www.hamiltonwerneck.com.br
A ARTE QUE REFLETE A VIOLÊNCIA
Os artistas sentem, de modo peculiar, os problemas do mundo, as crises da sociedade. Os artistas têm olhos especiais e conseguem discernir em meios complexos as causas e os efeitos.
Músicas, pinturas, esculturas, grafites nas paredes e muros refletem uma sociedade sadia ou doente. Os músicos captam esses problemas e lançam suas letras que, por sua vez, são aceitas pelo povo cantor por ser de compreensão fácil, enquanto retratam a realidade.
Quem não percebe o fedor de certos bairros de algumas cidades? Não seria isso uma violência contra as pessoas?
Como lidar com um mundo urbanizado, demandando cada vez mais matéria prima e serviços, alimentos e depósitos de lixo? A cidade de Londres necessita de um espaço cinco vezes maior para produzir o que é necessário ao seu consumo e para depositar o próprio lixo. São assuntos que um professor de geografia ou ciências, química ou biologia podem abordar. A continuar o mesmo sistema de produção e consumo, em breve necessitaremos de outro espaço do tamanho da terra para nos alimentarmos e depositarmos as sobras.
Condenamos o lixo que vemos de nossas janelas e quando os ônibus trafegam em espaços sem coleta regular, no entanto nos esquecemos que os mares estão poluídos, várias espécies marinhas morrem e o plâncton marinho está sendo destruído. Algas não sobrevivem prejudicando a respiração do planeta; tartarugas morrem por ingestão de plástico, peixes são contaminados por pesticidas e todo tipo de agrotóxico que chega ao mar.
Temos a impressão que estes fatos não são violentos e poucos de nós conseguem captar esses fenômenos.
A música “Violência” dos Titãs retrata bem esta situação. Vamos ler algumas partes e analisá-la:
O movimento começou, o lixo fede nas calçadas.
Todo mundo circulando, as avenidas congestionadas.
Gente, lixo, fedor e congestionamento. Isso significa transitar em meio ao insuportável e esperar mais tempo para se livrar do incômodo, chegar em casa depois do trabalho e descansar.
O dia terminou, a violência continua.
Todo mundo provocando todo mundo nas ruas.
Mostra, a letra desta música, que a violência não para que o bullying continua nas calçadas e ruas com as provocações. Retrata, o grupo musical, quão insuportável é, viver em meio à violência. Sente, este grupo, as filigranas da violência que tudo penetra.
São gemidos de dor, todo mundo se engana...
Você não tem o que fazer, saia pra rua,
Pra quebrar minha cabeça ou pra que quebrem a sua.
E, numa espécie de fatalidade a que a vida conduz, só resta sair à rua para quebrar as cabeças uns dos outros. Talvez, por isso, as pessoas sofram a neurose do “Medo Líquido” bem exposto por Zigmunt Bauman, um mundo em que todos têm medo, mesmo que não saibam a razão condutora, porém, todos poderão sofrer alguma fratura provocada pela violência, exatamente aquela que não apresenta redenção.
O crime é venerado e posto em uso por toda terra,
De um pólo a outro se imolam vidas humanas.
No reino de Zópito os pais degolam os próprios filhos,
Seja qual for o sexo, desde que sua cara não lhes agrade.
A culminância da violência é a veneração pelo crime imolando vidas humanas, sem diferenças entre sacrifícios praticados por povos primitivos. O crime apresentado com motivos torpes e banais, a morte de um ser, no sentimento musical, depende do semblante da criança, se agrada ou desagrada, nada diferenciando dos costumes do Império Romano, onde os recém nascidos ao serem apresentados ao pai poderiam ser destinados aos abutres que os esperavam depois de lançados da rocha Tapeia.
É importante no combate à violência, que os artistas sejam contemplados, suas músicas e letras comentadas, discutidas e cantadas. O artista é um dos caminhos para se chegar aos fatos. Podemos, depois de uma leitura de certas letras, constatar o que existe e o que é violento para todos nós. Eis ai um caminho para os professores de português, literatura e artes. Enquanto estudam a estrutura da língua, podem percebem a crítica de uma situação ou um alerta em relação aos valores esquecidos e que podem nos matar.
Como se vê, as escolas têm armas eficazes para agir. Basta alguma pesquisa, basta solicitar que os próprios alunos busquem subsídios. Enquanto estão pesquisando na internet materiais que servirão para a sala de aula, estarão aprendendo a usar a ferramenta, escaparão de uma leitura sem reflexão de conteúdos que podem veicular mais violência e, na medida das reflexões e estudos, receberão algumas vacinas sociais e comportamentais.
Como se vê, a escola é a solução. É preciso acreditar nela e estar certo do que necessitamos atacar como meio de sobrevivência.
Prof. Hamilton Werneck é pedagogo, escritor e conferencista.
www.hamiltonwerneck.com.br
Assinar:
Postagens (Atom)
Professor
Os valores estão deturpados... pais, filhos e professores estão sem saber o que é pertinente a cada um!

